"Uma história de romance de um dos maiores erros da humanidade, qual acarretou o grande fracasso do ataque invencível". "Drama nesta aventura épica. Uma das mais grandiosas de todos os tempos". (Roberto Di Geneto, da Glover Book).
"Escrever um épico é mais difícil do que gravar um filme nessa categoria, mesmo assim achei que superou muitas superproduções americanas".(O Autor).
Capítulo I
Era agonizante o estado da viúva do Marques de Santa Cruz naquele dia, não a vi parar de chorar desde o inicio do velório. Claro que se pode explicar tal modo que se comportava, ainda não era possível explicar o motivo da morte de seu marido. Eu estava ficando atormentado em pensar como aquela mulher podia agüentar tamanha desgraça. Com o fim do velório, tudo voltava a ser como era antes, fomos para aquele nojento quartel general.
Mal amanheceu e aquele calor de verão anunciava o substituto do Marques para o cargo de líder da tropa, o Duque de Medina Sidónia, que pouca saúde podia apresentar para exercer tamanha responsabilidade.
Era um homem de confiança do rei Felipe II, e logo Don Alonso de Guzmán el Bueno fora se apresentar para conosco.
O capitão-geral de Andaluzia trazia consigo o Estandarte que iria ao Galeão principal, algo nele me despertou o interesse, uma frase junto à imagem de Cristo e Virgem Maria, que dizia:
"Erguei-vos, Senhor, e sustentai a vossa causa".
Não saberia explicar mais algo ali soava como um aviso, que mais tarde viria à tona.
Ele trazia consigo um soldado, forte e robusto, que parecia de sua total confiança, o oficial denominava-se Rafael. Ainda não sabia o porque de tanta animação e o motivo do Duque Don Alonso estar com um Estandarte de guerra, é claro que se podia concluir que a Espanha entraria em guerra.