Vinte e os sete poemas, temas, despautérios e planos etéreos; Desse jovem, chovem versos, Charlotte Revisada, bem tratada! (...) Uma análise das perversões psíquicas: / Esta bela dama, meu novo caso, / possui um desvio comportamental raro, / inexplicável em linhas científicas. (...) Jovem, intangível e inteligível como só podem, os poemas que ele escreve.
Cachorrinho poético hermético, em seu soneto métrico, Sub se revela, como numa tela: (...) Golfinho andando com tubarões. / Sim, eu sei, deveria ter dito antes, / mas nem todos os monstros são falantes/nem todos os monópteros possuem razões. (...) Joguem mil pedras, ele é sincero, o que todo poeta quer (eu espero).
BR-116 velocidade e sagacidade se encontram, para dançar ao som que somente ele ouve: (...) Nunca vou saber quem estava sobre a moto, /quem dirige calmamente o monstro gigantesco./quem volta do jardins de pecado e prazer,/quem na madrugada de meia-semana vaga. / Vuuuuuush, vuuuuush, são como fantasmas! (...)
Não vou me estender nesse pé(fácil), vou me ater a dizer com suas palavras, as travas do seu mundo: (...) Esta / certamente/nunca irá gostar / deste dom concedido / entno a nomearei rocha / que traz em si a certeza / presenteando a razão / negação confiável / porém, Bs vezes / ao entranhar / no limiar / penso / errei/ ? (...). Victor Tales
DESAFIO DO EGO MÓRBIDO
Somos vis e grotescos, nós sabemos.
Um povo um tanto raro entre os humanos,
uma egocêntrica casta de insanos,
devoradores de alheios tormentos.
Nós rasgamos o pescoço e bebemos
fel ou o que estiver à mão, gritamos
"EU QUERO MORRER!" enquanto sangramos...
encharcando-nos do pior dos venenos.
Mas precisamos de um observador,
já em queda no abismo, e testamos
se este só vai até onde lhe convém.
Enquanto a vítima nos olha em pavor,
como cruéis inquisidores, bradamos:
"VAI! Quero ver você fazer também!"
MALDIÇÃO EM MELODIA CONFUSA
Com minha garra trêmula e exausta,
sobre a tua pele encharcada e nua,
furtivamente tracei uma runa
que representa nossa noite incauta.
Mas não foi posse ou domínio a causa
pela qual tornei tua alma impura.
Foi só para manter na partitura
todas as notas dispostas na pauta.
Uma sinfonia estranha e soturna
que eu, um maestro trôpego e novato,
compus visceralmente em improvisos.
Mas quando enfim surgiu a luz diurna,
meu ritual foi em parte exorcizado
e alguns acordes foram esquecidos.
É SÉRIO...
Armadilha impanturrante de visgo.
Eu a vi, sério, tudo fingimento.
Extremo em mais franco consentimento.
Como uma dádiva, um dom...um cisto?
Um jogo feito em objetivo misto,
muda as regras enquanto está ocorrendo.
Eu ganho em tua perda e você perdendo,
faz com que eu perca, mais ou menos isso...
Buenas, para finalizar, em suma,
como deveria, foi realizado,
e, sejamos francos, com competência.
E tenho frases bonitas, quer uma?
Se me fazes vulgarmente um degredado,
concedo-lhe então o dom da onisciência.
PERSONAGEM
Alma de palha e há lobos soprando.
Não há tijolo algum pelo caminho.
Pela estrada afora eu vou bem sozinho.
Vejo meu pé-de-feijão despencando.
Sigo, e o diabo vem me acompanhando.
Na casa de doces eu fui servido.
Junto com outros ratos fui banido.
Ah! Não ficarei cem anos sonhando!
O corvo não deu-me nenhum aviso.
Meu prato de sopa mantêm-se cheio,
mas largo a fruta envenenada ao chão.
Por quem nada viu no campo de trigo,
vi o futuro no campo de centeio...
mas tenho coragem, mente e coração.