- Exatamente, senhor abade, dois magníficos perus, recheados de trufas. Ninguém o sabe melhor que eu, pois ajudei a recheá-los. As peles estavam tão retesadas, que pareciam querer estourar...
- Jesus! Maria! E eu que gosto tanto de trufas! Dá-me depressa a sobrepeliz, Garrigou . . . E que mais viste, na cozinha, além dos perus?
- Oh, uma infinidade de iguarias alucinantes... Desde o meio-dia que não fizemos outra coisa senão depenar faisões, codornas, perdizes, frangos . . . As penas esvoaçavam por todos os cantos... E, da piscina, trouxeram enguias, carpas douradas, trutas e . . .
- São muito grandes as trutas?
- Deste tamanho, reverendo! . . . Enormes! . . .
- Oh! meu Deus! . . . Até me parece vê-las . . . Puseste o vinho na galheta?
- Sim, reverendo, já pus o vinho na galheta... Mas nem se compara com o vinho que o senhor abade beberá logo ao sair da missa do galo. Se visse o salão de jantar do castelo! . . . Se contemplasse todas aquelas garrafas reluzentes e repletas de vinho de todas as cores! . .