Acreditar em rosas é
o que as faz florescerem
ANATOLE FRANCE
Estavam cerca de 60 quilômetros de Canela. Os dois, no seu fuquinha cor de caramelo. Riam, contavam piadas e se divertiam durante a viagem. Eram dois rapazes com destino à pequena cidade da serra gaúcha para trabalharem no "Sonho de Natal". Quem os visse não descobriria que eram dois gnomos! Sua aparência era a de dois homens comuns. Assim costumavam andar quando de sua permanência na Terra. Não queriam escândalos, Imprensa e outras manifestações de surpresa dos habitantes ignorantes desse mundinho incrédulo. Fossem eles revelarem suas verdadeiras identidades e estavam ferrados! Talvez até fossem parar no xilindró. Por isso mesmo guardavam a fisionomia e o corpo de jovens bonitinhos, filhinhos de papai rico. Até que, no que se referia ao comportamento, não precisavam fingir nada pois tinham o mesmo espírito malandro e divertido. Aquele espírito, que têm os jovens, sempre prontos para sacanear alguém, só para rirem da cara da vítima. Os gnomos são assim.
E assim rodavam pela estrada que, num dia útil de semana não tinha muito movimento. Foi quando deram com um homem sentado numa pedra à beira da rodovia. Tinha aparência humilde dos colonos da região e parecia estar caminhando há muito tempo. Cléopas, um dos gnomos falou para o outro: "Vamos dar carona para esse colono e nos divertirmos bastante até chegarmos?" O outro concordou de imediato.